Dumstorm – Parte 2

Nelsonville’s Public Square

Lester que era um dos competidores dizia, “temos que tomar cuidado, quase perdemos ano passado”, os outros davam de ombros achando que era exagero dele.

 – Tenho que me esforçar mais esse ano, pensava Lester, sei que estou ficando velho para isso mas ainda posso dar um baile na maioria da garotada dessa cidade., Lester tinha seus 32 anos, muito magro, cabeça desproporcional ao corpo e ainda era solteiro, nenhuma garota da cidade se atrevia a namorar com ele, diziam que ele era muito exigente, a única que se atreveu a sair com ele foi embora da cidade no dia seguinte dizendo que jamais voltaria a cidade e que o odiava . Ninguém sabia oque ele tinha feito com ela, apenas ouvia-se que ele havia dito que ela era imperfeita para ele, entre outras coisas que nem mesmo os mais vigaristas da cidade se atreviam a repetir.

Sim cidade pequena mas não quer dizer que não haviam um ou dois vigaristas, os irmãos Reaper “assim eram chamados pelos moradores” os dois irmão se aproveitavam da inocência dos moradores das cidades vizinhas já que ali eram conhecidos, eles foram capazes de vender um botão de latão ao alfaiate da outra cidade dizendo que era da roupa do governador, sendo que haviam roubado uma caixa de botões na casa de Richard o costureiro de Dumstorm.

Todavia os moradores viviam suas vidas tranquilas, sem maiores preocupações além do festival de dança,

Uma tarde Lester foi a praça da cidade e fixou um cartaz falando sobre o festival, e que precisavam de novos dançarinos, pois Augusto, Richard, Samantha e Lucille não poderiam mais dançar por motivos pessoais.

Todos sabiam que Lester era muito duro no ensaio e exigia muito de seus colegas, por esse motivo não haviam muitas pessoas dispostas a dançar, se apresentaram duas pessoas, Anne e seu Namorado Albert, Lester ficou muito animado pois sabia que os dois dançavam muito bem, mas ao mesmo tempo estava preocupado pois ainda faltavam duas pessoas, e ninguém mais se apresentava.

Continua…

Texto escrito por: Marcos R. Cardoso. 
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Dumstorm – Parte 1

Foto por Laurens den Besten em Pexels.com

Dumstorm, uma cidadezinha ao sul, bem tranquila e pacata, pelo menos era isso que seus habitantes achavam até a chegada de um novo morador.

Amanhecia em Dumstorm, as pessoas se levantavam bem cedo, por volta das 6:00 AM, como a cidade não era grande, praticamente todos se conheciam, toda manhã vários de seus habitantes caminhavam para tomarem seu café em uma cafeteria que ficava na lateral da praça principal, eles se reuniam  para contar as novidades do dia anterior, digamos que era hora do “jornal”.

Mas todos os dias um assunto era sempre comentado, a moça que morava na casa de telhado preto no final da cidade, seu nome era Ammy, uma moça que raramente era vista pelos curiosos da cidade, tinha hábitos diferentes, era tratada de maneira mais seca pela maioria da cidade. Não que a tratavam mal, mas sempre a olhavam com desconfiança, pois ninguém sabia de sua vida, ela era relativamente nova na cidade, tinha se mudado para lá há menos de 1 ano e nunca fora de ficar conversando com as vizinhas, ou como elas mesmos diziam “pedir uma xícara de açúcar”.

Todos na cidade estavam animados com o festival de dança que acontecia uma vez por ano sempre no inverno, o festival reunia varias pessoas de cidades ali próximas, todos admiravam a decoração a comida e as danças, que por sinal acabou em uma competição entre as cidades para ver qual grupo dançava mais, e Dumstorm era campeã por 8 anos seguidos, causando assim um grande alvoroço pois não podiam perder.

Continua…..

Texto escrito por: Marcos R. Cardoso. 
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Sonho ou Realidade?

Foto por Pixabay em Pexels.com

De sonhos não se vive disse o velho.

Vivemos bem aqui na dureza do real.

Mas de que adianta viver sem sonhos? Isso não é vida!

De que vale uma vida cheia de realidade onde não se pode sonhar?

Muito melhor um monte de sonhos que podem se tornar realidade!

Uma vida cheia de sonhos realizados seria isso um sonho? Ou realidade?

Texto escrito por: Marcos R. Cardoso. 
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Você é mais forte do que imagina!

Tarde quente, noite fria, isso seria o resumo dos dias corridos que vivemos na atualidade, sem tempo de pensar, sem tempo de se divertir, vivendo apenas para sobreviver, tempos de incerteza, males pairando sobre o mundo, deixando todos tensos e temerários.

Sabemos que tudo tem seu fim, isso vai passar, mas deixará em nossas memórias uma lacuna temporal, onde vivemos momentos de dor e dúvidas, mas devemos lembrar que apesar das dificuldades também vivemos momentos de mais humanidade, de reciprocidades, onde não todos, mas os que fizeram algo realmente fizeram a diferença.

Você que levanta todo dia, é sofrido essa correria, desejos que não puderam ser realizados, sonhos que foram interrompidos momentaneamente, ambições que não foram alcançadas, você que mesmo com tudo isso ainda se levanta e luta dia após dia, ainda duvida que seja forte, que consegue superar as adversidades? 

Pare, respire, sinta a brisa em seu rosto, olhe em volta a magnitude do ser, e não o “ter”. O esplendoroso Dom que nos é dado diariamente, o Dom da mudança, do fazer a diferença, do ser melhor que ontem e não o melhor que alguém, de ser e trazer felicidade sem esperar nada em troca. Da alvorada que por vezes deixamos de apreciar.

Texto escrito por: Marcos R. Cardoso. 
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Respostas

Foto por Tuur Tisseghem em Pexels.com

Sento-me diante de ti buscando sempre uma resposta, olhando em teus olhos fixamente, estes profundos e penetrantes. Sutilmente  percebo uma mudança, uma luz que brilha intensamente, refletindo todas as experiências já vistas e vividas, busco em ti o apoio e a sabedoria para que possa pôr fim ao que me causa angústia, me tira o sono e me causa dor.

Mas por fim, percebo que você não teria todas as respostas, pois és apenas um reflexo vindo de um espelho velho, cuja moldura já não possui cor, e que tudo que busco está em mim, pois toda vez que me sento diante de ti, vejo sempre algo novo que não estava lá.

Texto escrito por: Marcos R. Cardoso. 
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Ainda não é minha vez!

Noite de tempestade, ventos fortes, relâmpagos, nuvens absurdamente carregadas , um raio ilumina o céu, e pode-se ver uma silhueta entre as nuvens, outro raio esse mais forte quase acertando a silhueta, uma pequena brecha e foi possível ver um Boeing 717 lutando contra o vento, dois raios laterais atingem a aeronave, pane no sistema fogo em um de seus motores, o destino certo a queda….

Em seu interior 100 assentos e sobre eles máscaras caiam penduradas, luzes intermitentes piscavam, mas o silêncio reinava em seu interior, ouviam-se apenas 2 vozes vindas da cabine, Heitor o piloto e Fernando o Co-piloto.

Mayday, mayday , precisamos de auxílio, estamos às cegas. Chamava Fernando pelo rádio, fomos atingidos por raios e estamos sem equipamentos de navegação, como resposta apenas estática.

Ao lado Heitor tentava manter o avião no ar, mas com muita dificuldade, afinal um bimotor com apenas um deles em funcionamento poderia entrar em parafuso, desafiando assim a perícia e experiência de qualquer piloto. Que por sorte do Fernando seu piloto tinha muitas horas de voo e vários anos em companhias aéreas.

Heitor sentiu algo estranho no manche e em frações de segundos ouve um estrondo e um solavanco no  avião, acabara de perder seu outro motor, após o barulho Fernando olhou para Heitor em pânico, não queria terminar assim, ainda tinha muitas coisas que desejava fazer,

Fernando Recomponha-se – Gritou Heitor, ainda temos tempo antes que a aeronave caia. 

Vá  para a poltrona do lado da porta e prenda bem o sinto e fique em posição  para minimizar o impacto em você, e se você acredita em alguma divindade REZE bastante.

Fernando se levantou mas não queria deixar seu piloto sozinho, foi instruído a sempre ficar ao lado dele, mas era uma ordem direta, ficou parado por alguns segundos e ouviu novamente Heitor, Vai Fernando tá esperando um convite formal? sai daqui Caralh…..

Fernando  saiu correndo pela porta  e foi para a poltrona, se prendeu bem  e ficou rezando para tudo que ele se lembrava. 

Enquanto tentava manter o máximo possível o Boeing no ar e Heitor apenas pensava… – Hoje não filho da Puta, ainda não, me recuso ,você não vai me levar. 

Ele conseguia manter o avião em um tipo de queda controlada, o manche batia muito, parecia que estava em um rali na estrada que só haviam buracos, olhava pela janela e não conseguia ver nada, apenas nuvens, muita chuva, e muitos raios, pela leitura que teve antes da tempestade os pegarem, eles deveria estar passando sobre uma pequena ilha com pouco mais de 6.000 habitantes, ele sabia pois fazia essa rota sempre, já estava acostumado, e esse tipo de tempestade não era comum nesta região..Sabia que a queda diretamente na ilha não haveria chance de sobrevivência.

Raios iluminavam o interior  e ao redor das nuvens, por um breve momento ele conseguiu ver a ilha, e tentando não cair diretamente nela forçou o manche para o lado para virar a aeronave, com muito esforço ele estava virando, pelo menos até o momento em que uma de suas asas se partiu, levando a aeronave a entrar em parafuso, em instantes a outra asa também fora arrancada do corpo da aeronave.

Fernando que estava gritando feito uma criança que acabara de ter o pirulito roubado, acabou desmaiando e por sorte estava bem seguro em sua poltrona, e na cabine Heitor sem ter muito oque fazer apenas olhava o mundo girando, já não valia a pena gritar, nada mais poderia ser feito além de esperar o impacto e torcer para sobreviver.

Texto escrito por: Marcos R. Cardoso. 
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O Que Você Faz Com Seu Tempo?

Nos dias de hoje estamos sempre correndo, vocês já pararam pra pensar que não estamos vendo o tempo passar realmente?

É clichê dizer que o tempo voa, que ele nunca volta, que o segundo perdido não será recuperado. Mas não está de todo errado, o tempo que passou realmente não volta, mas não quer dizer que foi completamente perdido, por mais que pareça que não foi aproveitado alguma coisa sempre aprendemos, por mais ínfima que seja.

Nem que seja impalpável a sensação de perda, nós sentimos , e muitas vezes não nos recuperamos por completo, quantas vezes vocês já se indagaram “eu deveria ter ido “, “poque não sai mais cedo”, “porque não aceitei o convite ou recusei “, se pudêssemos voltar no tempo e mudar nossas escolhas? Vocês fariam tudo diferente?

Você deixaria de ser a pessoa que é hoje, por mais frustrante que aparente se,r você é o resultado de suas escolhas, se fez escolhas que te levaram ao mundo obscuro, aceite-as foram suas, se suas escolhas te fizeram sofrer, aceite-as você vai aprender com elas.

Por muitos anos eu imaginei como seria se eu tivesse tomado minhas decisões de outra maneira, e sempre cheguei na mesma conclusão, eu faria tudo igual, mesmo os erros que cometi, pois sei que o resultado disso me tornou oque sou hoje.

Por mais difícil que tenha sido, eu sei que valeu a pena, todos os tombos que levei, as dificuldades que passei, sei que foram minhas porque eu tinha que passar, não culpo ninguém por isso.

No fim dizem que você vê um filme da sua vida, a minha esta valendo a pena assistir e a sua?

Poema O Tempo – Mário Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Texto escrito por: Marcos R. Cardoso. 
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Poema de Mário Quintana – O Tempo

Dias Esquecidos, Chances Não Aproveitadas

Todo dia que acordamos, temos a chance de fazer algo novo ou de maneira diferente do que já fazemos, mas muitos de nós não tomamos isso como uma nova oportunidade, muitos nem percebem isso, estamos sempre correndo de um lado para outro, sempre preocupados com hora, com prazos, não temos mais aquele tempo livre, pois quando o conseguimos acabamos por ocupa-lo com mais trabalho, onde estamos, pra onde vamos, como vamos, quando vamos, hoje apenas isso acaba importando para a maioria de nós.

Foi-se o tempo em que sentávamos e apenas conversávamos, botar o papo em dia, falar de qualquer coisa que não fosse trabalho e ou derivados dele, nem mesmo as crianças escapam disso nos dias de hoje, os pais querem sempre o melhor para seus filhos”a grande maioria pelo menos”, acabam por ocupar todo o tempo da criança com afazeres, cursos de todos os tipos, aulas diversas, e onde sobra o tempo para brincadeiras? E quando se tem um tempo não se pode nem andar descalço mais, andar na terra, encontrar os amiguinhos, jogar bola, queimada, pique-pega, brincadeiras que acabaram por se tornarem apenas lembranças dos mais velhos.

Onde vamos parar? Seres humanos que apenas sobrevivem, e não VIVEM de verdade, quase tudo nos dias de hoje ofende a moral e sei lá mais oque, tudo virou racismo, moralmente condenável “sabemos que quase tudo né”, mas não vou entrar nesse mérito.

Texto escrito por: Marcos R. Cardoso. 
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Ultimo Gole!

05:30 da manhã, essa foi a ultima vez que ele olhou para o relógio antes que fosse arrancado de seu pulso em uma briga na boate mais conhecida da cidade.
Momentos antes da briga tudo estava calmo até, ele estava sozinho apenas curtindo o vai e vem das pessoas, rindo dos garotos que mal barba tinham e estavam levando fora das mulheres a noite toda. Apenas garotos inexperientes ele pensava, um dia vão lembrar disso e rir das idiotices que faziam, ou não já que alguns estavam tão bêbados que não sabiam nem como falar e abrir a boca ao mesmo tempo.


05:30 só mais essa cerveja e vou embora dizia a si mesmo, ainda vou dirigir não posso exagerar, apesar que 2 cervejas a noite toda não era exagero, um ultimo gole na gelada, noite tranquila pelo menos até o momento que se virou para colocar a garrafa no balcão, levou uma topada, ao se virar para ver oque tinha acontecido viu um cara todo molhado de cerveja e com cara de poucos amigos, “puxa amigo desculpe, eu pago outra pra você” disse ele, mas antes que pudesse levar a mão ao bolso da camisa para pegar seu cartão de consumo levou um
empurrão, tentando se equilibrar buscou escorar-se em algo que estava ao seu alcance, quando deu por si o cara já estava vindo para cima dele e ao tentar desviar de um soco levantou seu braço que repentinamente foi imobilizado por alguém que estava ao seu redor, ao forçar o braço para se soltar seu relógio foi arrancado de seu pulso, mas com o braço livre pode evitar o soco que levaria.


Logo os seguranças chegaram e seguraram o rapaz que ao urros dava a sentença, “vou te matar seu playboyzinho de merda”.

Texto escrito por: Marcos R. Cardoso.
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